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	<title>Teodoro&#039;s Family &#187; Reflexões</title>
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		<title>A estranha teoria de homicídio sem morte</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 19:56:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo e Dani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A ESTRANHA TEORIA DO HOMICÍDIO SEM MORTE &#160; Marcia Suzuki Conselheira de ATINI – VOZ PELA VIDA www.atini.org &#160; Alguns antropólogos e missionários brasileiros estão defendendo o indefensável. Através de trabalhos acadêmicos revestidos em roupagem de tolerância cultural, eles estão tentando disseminar uma teoria no mínimo racista.  A teoria de que para certas sociedades humanas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A ESTRANHA TEORIA DO HOMICÍDIO SEM MORTE</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Marcia Suzuki</em></p>
<p>Conselheira de ATINI – VOZ PELA VIDA</p>
<p><a href="http://www.atini.org/">www.atini.org</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns antropólogos e missionários brasileiros estão defendendo o indefensável. Através de trabalhos acadêmicos revestidos em roupagem de tolerância cultural, eles estão tentando disseminar uma teoria no mínimo racista.  A teoria de que para <em>certas</em> sociedades humanas <em>certas</em> crianças não precisariam ser enxergadas como seres humanos. Nestas sociedades, matar <em>essas</em> crianças não envolveria morte, apenas “interdição” de um processo de construção de um ser humano. Mesmo que essa criança já tenha 2, 5 ou 10 anos de idade.</p>
<p><span id="more-384"></span></p>
<p>Deixe-me explicar melhor. Em qualquer sociedade, a criança precisa passar por certos rituais de socialização. Em muitos lugares do Brazil, a criança é considerada pagã se não passar pelo batismo católico. Ela precisa passar por esse ritual religioso para ser promovida a “gente” e ter acesso à vida eterna. Mais tarde, ela terá que passar por outro ritual, que comemora o fato dela ter sobrevivido ao período mais vulnerável, que é o primeiro ano de vida. A festa de um aninho é um ritual muito importante na socialização da criança. Alguns anos mais tarde ela vai frequentar a escola e vai passar pelo difícil processo de alfabetização. A primeira festinha de formatura, a da classe de alfabetização, é uma celebração da construção dessa pessoinha na sociedade. Nestas sociedades, só a pessoa alfabetizada pode ter esperança de vir a ser funcional. E assim vai. Ela vai passar por um longo processo de “pessoalização”, até se tornar uma pessoa plena em sua sociedade.</p>
<p>Esse processo de socialização é normal e acontece em qualquer sociedade humana. As sociedades diferem apenas na definição dos estágios e na forma como a passagem de um estágio para outro é ritualizada.</p>
<p>Pois é. Esses antropólogos e missionários estão defendendo a teoria de que, para algumas sociedades, o “ser ainda em construção”  poderá ser morto e o fato não deve ser percebido como morte. Repetindo – caso a “coisa” venha a ser assassinada nesse período, o processo não envolverá morte. Não é possível se matar uma coisa que não é gente. Para estes estudiosos, enterrar viva uma criança que ainda não esteja completamente socializada não envolveria morte.</p>
<p>Esse relativismo é racista por não se aplicar universalmente. Estes estudiosos não aplicam esta equação às crianças deles. Ou seja, aquelas nascidas nas grandes cidades, mas que não foram plenamente socializadas (como crianças de rua, bastardas ou deficientes mentais).  Essa equação racista só se aplicaria àquelas crianças nascidas na floresta, filhas de pais e mães indígenas. Racismo revestido com um verniz de correção política e tolerância cultural.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Foto</span>: Niawi, menino indígena do Amazonas enterrado vivo aos 5 anos por não conseguir andar. Mãe e pai não queriam sacrificá-lo e se suicidaram antes.</p>
<p>Tristemente, o maior defensor desta hipótese é um líder católico, um missionário. Segundo ele &#8220;O infanticídio,  para nós, é crime se houver morte.  O aborto, talvez, seja mais próximo dessa prática dos índios, já que essa não mata um ser humano, mas sim, interdita a constituição do ser humano&#8221;, afirma.”<a href="#_edn1">[i]</a></p>
<p>Uma antropóloga da UNB, concorda.  &#8220;Uma criança indígena quando nasce não é uma pessoa.  Ela passará por um longo processo de pessoalização para que adquira um nome e, assim, o status de &#8216;pessoa&#8217;.  Portanto, os raríssimos casos de neonatos que não são inseridos na vida social da comunidade não podem ser descritos e tratados como uma morte, pois não é.  Infanticídio, então, nunca&#8221;.”<a href="#_edn2">[ii]</a></p>
<p>Mais triste ainda é que esta antropóloga alega ser consultora da UNICEF, tendo sido escolhida para elaborar um relatório sobre a questão do infanticídio nas comunidades indígenas brasileiras<a href="#_edn3">[iii]</a>. Como é que a UNICEF, que tem a tarefa defender os direitos universais das crianças, e que reconhece a vulnerabilidade das crianças indígenas<a href="#_edn4">[iv]</a>, escolheria uma antropóloga com esse perfil para fazer o relatório? Acredito que eles <em>não saibam</em> que sua consultora defende o direito de algumas sociedades humanas de “interditar” crianças ainda não plenamente socializadas.<a href="#_edn5">[v]</a></p>
<p>O papel da UNICEF deveria ser o de ouvir o grito de socorro dos inúmeros pais e mães indígenas dissidentes, grito este já fartamente documentado pelas próprias organizações indígenas e ONG’s indigenistas<a href="#_edn6">[vi]</a>.</p>
<p>A UNICEF deveria ouvir a voz de homens como Tabata Kuikuro, o cacique indígena xinguano que preferiu abandonar a vida na tribo do que permitir a morte de seus filhos. Segurando seus gêmeos sobreviventes no colo, em um lugar seguro longe da aldeia, ele comenta emocionado:</p>
<p>“Olha prá eles, eles são gente, não são bicho, são meus filhos.</p>
<p>Como é que eu poderia deixar matar?”<a href="#_edn7">[vii]</a></p>
<p>Para esses indígenas, criança é criança e morte é morte. Simples assim.</p>
<hr size="1" />
<p><a href="#_ednref1">[i]</a> <a href="http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=347765">http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=347765</a></p>
<p><a href="#_ednref2">[ii]</a> idem</p>
<p><a href="#_ednref3">[iii]</a> Marianna Holanda fez essa declaração em palestra que ministrou em novembro de 2009 no auditório da  UNIDESC , em Brasília.</p>
<p><a href="#_ednref4">[iv]</a> <a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;ct=res&amp;cd=2&amp;ved=0CAkQFjAB&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.unicef.pt%2Fdocs%2Fpdf_arquivo%2F2004%2F04-02-25_innocenti_digest_n_11.pdf&amp;rct=j&amp;q=UNICEF+relat%C3%B3rio+crian%C3%A7as+ind%C3%ADgenas+vulner%C3%A1veis&amp;ei=fW-hS47tCoT2sQOVzZnhAw&amp;usg=AFQjCNE5YLDmlaDBe3eUQLoT_-UaruJyMQ">Segundo relatório da UNICEF, as crianças indígenas são hoje as crianças mais vulneráveis do planeta.</a> “Indigenous children are among the most vulnerable and marginalized groups in the world and global action is urgently needed to protect their survival and their rights, says a new report from UNICEF Innocenti Research Centre in Florence.”</p>
<p><a href="#_ednref5">[v]</a> Em algumas sociedades, crianças não socializadas seriam gêmeos, filhos de mãe solteira, de viúvas ou de relações incestuosas, crianças com deficiência física ou mental grave ou moderada, etc. A dita “interdição” do processo pode ocorrer em várias idades, tendo sido registrada com crianças de até 10 anos de idade, entre os Mayoruna, no Amazonas. Marianna defende essa “interdição” em dissertação intitulada “Quem são os humanos dos direitos?”  <a href="http://www.direitoshumanos.etc.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=2483:estudo-contesta-criminalizacao-do-infanticidio-indigena&amp;catid=21:indigenas&amp;Itemid=165" target="_blank">Estudo contesta criminalização do infanticídio indígena</a></p>
<p><a href="#_ednref6">[vi]</a> <a href="http://www.quebrandoosilencio.blog.br/">www.quebrandoosilencio.blog.br</a> <a href="http://www.atini.org/">www.atini.org</a> <a href="http://www.movimentoindigenaafavordavida.blogspot.com/">www.movimentoindigenaafavordavida.blogspot.com</a> <a href="http://vimeo.com/1406660">http://vimeo.com/1406660</a> <a href="http://www.conplei.org.br/2009/carta-aberta-contra-infanticidio-indigena-brasil.html">carta aberta contra o infanticídio indígena</a></p>
<p><a href="#_ednref7">[vii]</a> Trecho de depoimento do documentário “Quebrando o Silêncio”, dirigido pela jornalista indígena Sandra Terena. O  documentário  está disponível no link <a href="http://www.quebrandoosilencio.blog.br/">www.quebrandoosilencio.blog.br</a></p>
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		<title>Minha filha foi sequestrada e assassinada&#8230; e Deus?</title>
		<link>http://ricardoedani.com.br/2009/10/20/333/</link>
		<comments>http://ricardoedani.com.br/2009/10/20/333/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 01:20:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo e Dani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Extraído do site: http://caiofabio.com/2009/conteudo.asp?codigo=05359 &#160; &#8212;&#8211; Original message &#8212;&#8211; From: MINHA FILHA FOI SEQUESTRADA E ASSASSINADA… E Deus?&#8230; To: contato@caiofabio.com Sent: Wednesday, September 30, 2009 12:29 am Subject: luto e Paz Anapolis, 29 de setembro de 2009. Querido pastor Caio Fábio, Eu sou uma mãe que acaba de perder uma filha linda, maravilhosa de 26 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ff0000;"><strong><em>Extraído do site:</em></strong></span> http://caiofabio.com/2009/conteudo.asp?codigo=05359</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8212;&#8211; Original message &#8212;&#8211;</p>
<p>From: <strong>MINHA FILHA FOI SEQUESTRADA E ASSASSINADA…</strong> <em>E Deus?&#8230;</em></p>
<p>To: <a href="mailto:contato@caiofabio.com">contato@caiofabio.com</a></p>
<p>Sent: Wednesday, September 30, 2009 12:29 am</p>
<p>Subject: luto e Paz</p>
<p>Anapolis, 29 de setembro de 2009.</p>
<p>Querido pastor Caio Fábio,</p>
<p>Eu sou uma mãe que acaba de perder uma filha linda, maravilhosa de 26 anos, com apenas cinco meses de casada&#8230; Hoje faz sete dias que a perdemos&#8230;</p>
<p>Ela era poesia, cor, música e sensibilidade&#8230;</p>
<p><span id="more-333"></span></p>
<p>Nós  somos uma família que conheceu Jesus quando as nossas três meninas tinham entre três e oito anos. Passamos por grandes lutas e desafios e congregamos na igreja presbiteriana do setor sul de Anápolis com o PR Ronaldo Cavalcante.</p>
<p>Caio Fabio, seguimos os seus passos todas as vezes que você esteve por aqui.</p>
<p>Quarta feira passada por volta das 13 horas meu marido me falou que tínhamos que ir para Goiânia porque a nossa filha do meio, a Polyanna, tinha desaparecido&#8230;a minhas pernas sumiram&#8230;.mas eu levantei e entrei no carro para ir para Goiânia pois ela morava lá e estava casada e feliz&#8230;..</p>
<p>Apenas com  26 anos a publicitária mais conhecida da cidade por causa da sua alegria e capacidade de incentivar empresários a acreditarem em seus próprios negócios.</p>
<p>Os homens da família foram para a delegacia&#8230; e nós as mulheres da família ficamos 30 horas orando, clamando a deus e esperando o pedido de resgate, tendo em vista que o caro já havia sido encontrado com seus pertences dentro e o mesmo havia sido queimado para apagar provas e digitais, dificultando o trabalho da policia&#8230;</p>
<p>Oramos sem cessar e ouvimos, e lemos a Palavra; e tivemos a certeza de que o resgate seria pedido e esperamos que ela voltaria para nós e com  sua tremenda capacidade poética e criativa e como uma menina apaixonada por Jesus ainda escreveria um livro para promover quebrantamento e conversão em muitas vidas&#8230;.</p>
<p>A única palavra que eu queria ouvir nestas 30 horas de vigília e emoção, aflição e angustia profunda era: &#8220;a  encontraram&#8221;&#8230;; ou um toque de telefone com o com o pedido de resgate&#8230;</p>
<p>Finalmente alguém entra naquela casa onde estávamos amigos e parentes amontoados na sala escorregando do sofá para o chão, então ouvimos: “achou”, mas foi encontrada morta com dois tiros&#8230;</p>
<p>Acabei de ler sobre o amor de pai que agradece a deus por saber que seu filho, para ficar livre desse mundo, tenebroso chamado por Jesus&#8230; Não consigo neste momento ter este sentimento de gratidão porque tendo certeza de que não era esse o desejo dela também&#8230;</p>
<p>Nós todos estávamos fazendo uma campanha de oração e eu sei quais eram os planos dela para o futuro&#8230; Planos de paz, de criação, de crescimento, para que o mundo conhecesse o talento gratuito que deus lhe deu&#8230;</p>
<p>Não posso considerar que a minha não aceitação é egoísta&#8230; ela queria viver aqui com o seu querido marido a  lua de mel que a esperou por 8 anos, ela queria ter filhinhos e levá-los para jogar bola com o avô que não teve meninos, só meninas, ela queria realizar sonhos comunitários.</p>
<p>No ano passado ela criou um site: <a href="http://www.amigoinedito.com.br/">www.amigoinedito.com.br</a> para movimentar os internautas a fazerem boas ações e registrarem seus depoimentos neste site.</p>
<p>E agora&#8230; Eu entendi a resposta que deram  para o “mano”, mas voltar a falar com deus esta difícil demais&#8230;</p>
<p>Ainda não sabemos quem foi o sujeito que atirou nela, mas eu não posso acreditar que foi vontade de deus&#8230; se foi o ódio do inimigo das nossas vidas eu pergunto por que Jesus deixou assassinos interromperem a caminhada de uma mensageira de Deus ???</p>
<p>_______________________________</p>
<p>Resposta:</p>
<p>Minha irmã amada: Graça e Paz!</p>
<p><strong>Do meu ponto de vista&#8230;</strong>, Adão não deveria ter pecado; Caim não deveria ter matado Abel; os filhos de Caim não deveriam ter construído Babel; Cão não deveria ter “abusado” na nudez do pai, Noé; Abraão não deveria ter gerado filho de sua serva, Hagar; Jacó não deveria ter enganado Esaú e nem Esaú deveria ter trocado a “bênção” por um prato de lentilhas; os filhos de Jacó não deveriam ter traído José; Moisés deveria ter entrado na Terra de Canaã; a filha de Jefté não deveria ter sido morta pelo voto do pai; Sansão não deveria ter morrido daquele jeito; Davi não deveria ter surtado nunca; e, por isto, não deveria ter perdido nenhum filho; Isaías não deveria ter sido serrado pelo meio; a mulher de Ezequiel não deveria ter sido morta como parábola para ensinar os incrédulos; Oséias não deveria ter sido tão infeliz no casamento; os inocentes deveriam ter sido poupados em todas as chacinas; nenhuma criança deveria ter morrido pela ambição dos adultos; nenhuma mãe jamais deveria ter comido seus filhos no auge da fome; João Batista deveria ter vivido vida longa e honrada, ao invés de acabar sem cabeça em razão de uma bunda bonitinha; Jesus, O Verbo, A Palavra, não deveria ter sido morto; a Ressurreição não deveria ter sido tão discreta&#8230;; os apóstolos, como Tiago irmão de João, não deveriam ter sido mortos por nenhum capricho [e todos foram...]; Paulo não deveria ter sido morto justamente quando os cristãos mais precisavam dele; milhares de testemunhas também nunca deveriam ter morrido uma morte sem sentido, banal; enquanto os maus prosperam; enquanto a injustiça foge do juízo; enquanto a verdade é pisoteada; enquanto a maldade se torna poder; enquanto gente boa some&#8230; sem explicação&#8230;</p>
<p>Sim, entregue a minha visão menor do que a de uma ameba e mais egoísta do que eu mesmo consigo discernir a profundidade do egoísmo, eu poderia consertar o mundo; impedir todas as injustiças; ajudar Deus a ser Deus; determinar o melhor pro mundo, pros meus filhos, pra minha vida; enfim, eu, entregue a mim mesmo, seria tão cheio de boas idéias&#8230;, que ninguém que eu amasse morreria; sim, ninguém&#8230;; e se morresse seria com meu consentimento, entendimento, compreensão e apoio a Deus na Sua soberania!&#8230;</p>
<p>Ah, se eu fosse o Deus do mundo ninguém morreria; ou, então, ninguém que eu gostasse; e, da minha casa, certamente ninguém morreria; não enquanto eu estivesse vivo&#8230;</p>
<p>Eu, todavia, há muito aceitei e vi que de fato não vejo; percebi que de fato não discirno; entendi minha limitação de entendimento; constatei que meu melhor amor é ainda por mim mesmo e por meus sonhos; aprendi que meus amores são “meus” e por “minha causa”; pois, morre o vizinho, e não sinto; morre o jovem da esquina, e logo esqueço; milhares são vitimados, e eu apenas lamento; o mundo acaba em vários lugares da terra, e eu agradeço que não seja AQUI&#8230;; e, aqui, é onde moro, vivo; e AQUI não posso conceber que aconteça o que no mundo inteiro acontece&#8230;</p>
<p><strong>O que não dá é para sofrer em nome de sua filha os sofrimentos que ela não está sofrendo&#8230;</strong></p>
<p>Sim, pois você queria ver a sua filha casada e feliz no casamento; tendo filhos; se realizando profissionalmente; etc&#8230; Esses são os seus sonhos e um dia foram os dela&#8230; Mas saiba: AGORA já não são [...] mais sonhos dela, mas apenas seus [...] por e para ela&#8230;</p>
<p>Hoje, para ela, o melhor marido é nevoa perto da Glória; a melhor lua de mel é amarga se comparada à alegria dela; os filhos mais lindos são miragens quando comparados aos encontros de amor que ela está tendo; as realizações profissionais que lhe orgulhariam, hoje, agora, para ela, são as canseiras e os enfados que cessaram&#8230;</p>
<p><strong>O problema é que você não teve tempo para se realizar nela!&#8230;</strong></p>
<p>É claro que a dor é indescritível&#8230; E ninguém pode dizer que não conheço tal dor&#8230; Mais de uma vez&#8230;</p>
<p>Todavia, é como pai que perdeu filho; como filho que perdeu pai; como irmão que perdeu irmão; como amigo que já perdeu milhares de amigos, que lhe digo que meus sentimentos seriam todos como os seus, não fosse o fato de que discerni faz tempo, que a maior dor dos enlutados é ainda egoísmo pelo outro [...] cuja alegria está plena, mas não a nós&#8230;; e, também, vi que tais sentimentos são todos o resultado de minha vontade de me ter nos meus filhos, de me reproduzir neles e assistir tal fato; ou seja: descobri com toda honestidade que minha frustração era não poder gozar a vida neles [...], nos que foram&#8230;</p>
<p>Entretanto, hoje, o que lhe digo parece sem coração e fácil de dizer&#8230;</p>
<p>Mas não é&#8230;</p>
<p>O que é então que me faz dizer o que digo?&#8230;</p>
<p>Ora, é a simples coerência com a fé que professo; é a simples coerência com Jesus; é a simples coerência com a existência que mata os homens dos quais o mundo não é digno; é coerência com João Batista, que não era inferior ao meu filho Lukas, e, mesmo assim, morreu por um capricho&#8230;</p>
<p>O que posso lhe dizer é que somente a transcendência da fé que se projeta para a Vida que é, sim, somente tal poder pode nos fazer vencer tal dor; a qual, por mais legitima que seja, sempre mistura amor e egoísmo; sempre mistura fé com privilegio; sempre crê que a vida eterna é uma belezinha apenas para quando a gente estiver caquético&#8230;</p>
<p>Leia os evangelhos e veja se é justo você pensar que a vida dos discípulos de Jesus esteja para além da calamidade!&#8230;</p>
<p>Sei que no momento minha resposta chega a você como vinagre na ferida&#8230; Infelizmente, no entanto, não tenho consolações vazias; e nem digo a ninguém o que Jesus jamais disse&#8230; Jesus nunca consolou ninguém dizendo “Que Pena! Tão Novinho!”&#8230;</p>
<p>Na realidade, ao olhar o mundo, mais creio e internalizo como verdade a declaração que diz que é preciosa aos olhos do Senhor a morte dos Seus santos!&#8230;</p>
<p>O que eu digo [...] você não entende agora, mas compreenderá depois!&#8230;</p>
<p>É justo e sadio chorar os nossos amados&#8230;</p>
<p>O que não é certo é perguntar por que em mundo que mata tanto todos os dias, gente que amemos também possa e venha a morrer?&#8230;</p>
<p>Além disso, o fato de ter sido um seqüestro seguido de assassinato, do ponto de vista de Jesus, não muda nada; posto que Lhe tenham falado das desgraças e maldades praticadas por Pilatos, ou do acidente idiota na Torre de Siloé, e, a tais narrativas, Ele não acrescentou nada em especial; visto que Dele não se tenha havido um “Oh!”; ou um “Ô”; ou um “Que coisa!”&#8230;</p>
<p>Não! Ele apenas disse: “Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis!”&#8230;</p>
<p><strong>O fato é que Jesus não tem misericórdia e pena por ninguém que esteja partindo desse mundo para a morada do Pai!</strong></p>
<p>Você teria?&#8230;</p>
<p>Sinto saudades&#8230; Choro&#8230; Abraço as memórias&#8230; Beijo meu filho no meu coração todos os dias&#8230; Mas não o traria de volta se pudesse&#8230; Sim, jamais desejaria a ele tal maldade de tê-lo de volta a esse mundo, uma vez que dele meu filho esteja livre para sempre&#8230;</p>
<p><em>Você acha mesmo que o sucesso Publicitário é para comparar com o nome dela publicado no Livro da Vida?&#8230;</em></p>
<p><strong>Seu olhar está enterrado neste mundo, e, por isto, fica impossível hoje para você o alegrar-se na Glória de Deus!</strong></p>
<p>Entretanto, eu lhe digo:&#8230;</p>
<p>Se tais “perdas” não nos projetarem para Deus pelo menos pelo afeto eternizado por filhos que já se foram para a Casa Eterna, pergunto: <em>quando então se amará a eternidade ainda vivendo neste mundo?&#8230;</em></p>
<p><em>Será que um crente só deseja e celebra a eternidade quando o câncer já comeu tanto os órgãos, que a dor é tão desesperadora que a pessoa quer ir para Deus não por Deus, mas apenas para ficar livre da dor?&#8230; </em></p>
<p><em>É mesmo assim?&#8230; </em></p>
<p><em>Deus é apenas uma alternativa ao desespero da dor sem cura neste mundo?&#8230; </em></p>
<p><strong>Ora, se é assim Deus ainda não é amado por nós!&#8230;</strong></p>
<p>Chore! Chore! Chore! Pois dói demais!&#8230;</p>
<p>Mas chore enquanto vê sua filha em Glória; e, portanto, ao chorar, chore por você e não por ela; posto que se ela visse você lamentando a gloria dela, ela lhe diria:</p>
<p><em>“Mãe! Você não viveu para a minha felicidade?&#8230; Então, por que se entristece com minha plenitude em Deus?”</em></p>
<p>Além do que já disse, não tenho nada para dizer a ninguém e nem a você, minha amada irmã no Evangelho e no luto!&#8230;</p>
<p>Entretanto, sei que somente o Espírito Santo pode tornar alguém apto para discernir [...] e se consolar com tais realidades invisíveis&#8230;</p>
<p>Oro por você e pela sua casa&#8230; Oro pelo seu genro&#8230; Oro para que vocês se gloriem na esperança da glória de Deus, conforme se mande que seja para quem de fato crê em tudo o que confessa como fé em tempos de bonança&#8230;</p>
<p>Receba meu amor e minha solidariedade!</p>
<p><strong><em>Nele</em></strong>, que ama nossos filhos mais do que em nosso egoísmo a gente consegue conceber o que seja amor,</p>
<p>Caio</p>
<p>30 de setembro de 2009</p>
<p>Lago Norte</p>
<p>Brasília</p>
<p>DF</p>
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		<title>Messias modernos</title>
		<link>http://ricardoedani.com.br/2009/08/31/o-messias-moderno/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 18:23:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo e Dani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[ O missionário que trabalha numa agência interdenominacional não traz o devido retorno à igreja ou igrejas que o enviaram. Algumas vezes, se ele está muito distante ou se comunica pouco, o relacionamento se descolore com o tempo e ele é mal compreendido. Torna-se quase uma culpa que alguns carregam, ou um peso financeiro, facilmente substituível [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table width="100%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" align="left">
<tbody>
<tr>
<td> O missionário que trabalha numa agência interdenominacional não traz o devido retorno à igreja ou igrejas que o enviaram. Algumas vezes, se ele está muito distante ou se comunica pouco, o relacionamento se descolore com o tempo e ele é mal compreendido. Torna-se quase uma culpa que alguns carregam, ou um peso financeiro, facilmente substituível pela necessidade de um projetor novo, mais cadeiras ou por um obreiro assalariado para a congregação.<span id="more-230"></span><br />
Conheço famílias que foram abandonadas no campo sem aviso prévio. De repente a mesada parou de chegar. Descobriram, depois, que uma decisão da hierarquia da denominação mudou as regras do jogo e decidiu cortá-los da folha de ofertas. Por vergonha ou por falta de interesse, ninguém se deu ao trabalho de comunicar aos missionários. Alguns voltaram, outros ficaram porque a fonte é sempre o Senhor, e não faz parte de seu caráter desamparar ninguém.A igreja local empenhada cobra resultados espirituais “concretos”, números de convertidos, de batismos, de células de estudo. Há missionários que contam até as pedras do caminho para prestar contas. Outros gastam boa parte de seu tempo bolando maneiras de “comunicar” melhor, pintando de cores vivas demais o trabalho, traduzindo seu dia-a-dia em espiritualês (este é um dom que eu gostaria de ter). Outros, ainda, tentam educar os mantenedores falando a verdade: “Hoje passei o dia cozinhando e lavando panelas para que os índios de dez tribos diferentes que aqui estão possam ter aulas sobre cidadania”. Uma frase assim não rende dividendos. Nem “cozinhar”, nem “lavar panelas” nem “cidadania” é espiritualês.<br />
Uma certa dramaticidade parece necessária. Muitos missionários escrevem cartas que são rosários de lágrimas — descrições infindáveis dos horrores do campo, das doenças, da impiedade do povo. A postura messiânica é essencial: “Se não fosse o meu trabalho ou de minha família, o que seria destes pobres selvagens, destas garotas prostitutas, destes perversos muçulmanos?”. A história do mês tem que ser a mais emocionante possível, extraída de um cotidiano tedioso. Bolsos também são abertos com lágrimas. É o evangelho jogando no mercado de capitais da pobreza.<br />
Infelizmente nem a missão nem a igreja (generalizando grosseiramente) têm consciência da importância do evangelho no contexto geopolítico atual. Se somos chamados ao amor e não ao proselitismo, nos tornamos produto único no mercado. Não temos time a defender a não ser a pessoa de Jesus, a compaixão dele, a cura dos ódios sociorreligiosos-raciais que só ele pode providenciar. Soube por uma pessoa que uma tradução do Evangelho de Mateus feita dois séculos antes de Maomé foi encontrada em uma língua popular do Oriente. Muçulmanos ultra-radicais, sabendo disto, pediram: “Por favor, nos ajudem a recuperar o Jesus que o Ocidente nos tirou; queremos conhecê-lo”.O Jesus do mercado carrega marcas na camisa como jogadores de futebol; o verdadeiro fala com todas as línguas, culturas e religiões. A missão que tem consciência geopolítica sabe de sua função de linha de segurança que mantém num fino equilíbrio situações tão perigosas quanto uma granada sem pino. A igreja que tem esta consciência não consegue cobrar placas, ou prosélitos. Ela sabe que enviou uma ovelha ao meio de lobos, para “apenas” ensinar futebol, dar aulas, acalentar crianças, tratar malárias e HIV, andar de burca, atrás da cortina negra, para, quem sabe, com auto-sacrifício, trabalho e muita sabedoria, exercer o doce-azedo ministério da reconciliação.&nbsp;</td>
</tr>
</tbody>
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<p>Bráulia Ribeiro</p>
<p>(extraído da ULTIMATO &#8211; Da Linha de Frente &#8211; pág. 56 &#8211; Julho/Agosto 2008)</td>
</tr>
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		<title>Extremo paradoxo</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 18:19:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo e Dani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Hoje acordei com alguns pensamentos que rodeavam a minha mente que me fizeram rever algumas coisas em minha vida. Atrevi-me então, a escrever. Você já se deparou, em alguns momentos de sua vida, onde você sabe que ama Deus, sabe o que é correto, o que deve fazer, a postura a tomar, mas ainda assim você sente algo te “puxando” para o que não é correto. Seja a menor atitude, parece que sempre estamos devendo algo, que sempre há uma enorme falha em nós.</p>
<p><span id="more-226"></span></p>
<p>Quando tentamos, nos esforçamos e dedicamos para sermos parecidos com Jesus e não conseguimos, ficamos acabados, frustrados e o sentimento que temos é de correr atrás de algo inalcançável, um esforço em vão. Que extremo paradoxo! O que fazer então? Já que não vamos conseguir, para que tentar? Se tentamos tanto, por que não conseguimos?</p>
<p>Sabemos que a graça de Deus nos tira o peso de sermos perfeitos, mas ao mesmo tempo, jamais devemos deixar de buscar a perfeição. Para muitos talvez, não seja difícil entender isso, mas talvez para outros sim. Se pararmos para pensar, veremos que temos a tendência de complicar as coisas simples da vida, não é verdade? Viver o equilíbrio é algo que temos muita dificuldade; simplesmente porque ele nos liga a várias outras coisas como: disciplina, dependência de Deus e de outros, atenção, medos, expectativas, etc&#8230;</p>
<p>Talvez nessa vida sempre estejamos em dívida com Deus. Não por Ele, mas por nós mesmos e por nossa própria consciência, pois Ele já pagou a dívida que nenhum de nós seria capaz de pagar. Ele nos enviou um Juiz ao nosso favor. Fiel, Justo e Bom, esse Juiz não nos tira as conseqüências de nossos atos, ainda que nos humilhemos e nos arrependamos. Somos responsáveis por nossas escolhas&#8230; Sempre!</p>
<p>Viver no equilíbrio é andar no fio de uma navalha. Por mais que tentemos, não é fácil e uma hora podemos nos desequilibrar e cair; mas mesmo assim, Deus sempre estará pronto para justificar aqueles que se deixam ser justificados, reconhecendo a total dependência que há do Senhor. Viver o equilíbrio, permanecer no meio, não significa que não vamos passar por ambos os lados. O grande desafio é não permanecer neles&#8230; jamais desistir de buscar o centro. Só iremos conseguir, se Nele buscarmos <em><span style="text-decoration: underline;">constantemente</span></em>!!&#8230;</p>
<p>Que Deus nos ajude nesta caminhada!!!</p>
<p>Ricardo Martins Teodoro</p>
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		<title>Questionar é pecado?</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 18:13:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo e Dani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem nunca questionou na vida? Quem nunca o fez que atire a primeira pedra. Eu e meus irmãos nascemos em um lar onde diversas vezes ouvimos nossos pais dizerem: “na nossa época não era assim, não! Os mais novos jamais ficavam questionando os mais velhos, como se faz nos dias de hoje!!” Mas na realidade, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ricardoedani.com.br/wp-content/uploads/2009/08/News2_03.jpg"  class="wmp" id="wmp2"><img class="alignleft  wp-image-242" title="Interrogação" src="http://ricardoedani.com.br/wp-content/uploads/2009/08/News2_03-200x300.jpg" alt="" width="249" height="193" /></a>Quem nunca questionou na vida? Quem nunca o fez que atire a primeira pedra. Eu e meus irmãos nascemos em um lar onde diversas vezes ouvimos nossos pais dizerem: “na nossa época não era assim, não! Os mais novos jamais ficavam questionando os mais velhos, como se faz nos dias de hoje!!” Mas na realidade, mesmo vivendo nesse contexto, eles sempre fizeram o possível para nos dar a liberdade de perguntar e entender algumas questões que tínhamos dúvidas.</p>
<p><span id="more-217"></span></p>
<p>Há alguns anos atrás, as pessoas não podiam questionar os pais, as autoridades, líderes eclesiásticos, etc&#8230;  Mas hoje, em pleno século XXI, as coisas realmente têm mudado (e muito!)&#8230; as pessoas, cada vez mais,  têm deixado de ter medo de pensar, de expor suas opiniões, de questionar. Estão saindo de um sistema fechado onde determinadas palavras ouvidas, muitas vezes, foram consideradas como verdade absoluta e descobrindo a oportunidade de ouvir e ser ouvido; de receber algo e devolver outro; de respeitar e ser respeitado. Será que realmente esta é uma realidade em nosso mundo hoje?</p>
<p>Como somos seres que sofremos constantes transformações, a tendência das coisas é sempre mudar; porém esta mudança pode gerar dois lados: um positivo e outro negativo.</p>
<p>Mas afinal, qual é o problema de questionar? Isso não é um sinal de um progresso? De um passo a frente que a humanidade tem dado? Nosso comportamento com as pessoas pode refletir no nosso comportamento com Deus; então&#8230; e quando questionamos a Deus? Será isso um pecado? Será que podemos questionar ao Senhor, Criador dos céus e da Terra? Em um de meus dias de reflexão, estava pensando sobre esse assunto e fiz um link com um tema que gosto muito: a arte da música. Em determinadas músicas, há alguns acordes que são chamados acordes relativos. Para usá-los adequadamente, é necessário um músico de ouvido bem aguçado ou uma pessoa com uma boa e sensível percepção musical, pois eles (os acordes) são bem parecidos, sendo bem difíceis de distinguir. O interessante é que, usados de forma errada, por mais semelhantes que sejam, os ouvidos do músico ficam extremamente incomodados, como se tivessem ouvido um alto e forte ruído, desarmonizando a melodia.</p>
<p>Será que existe diferença entre questionar e querer entender? Creio muito na liberdade que Deus nos dá e sei que Ele não se importa com as perguntas que eu ou você possamos fazer devido às inúmeras dúvidas que surgem durante a nossa caminha de vida&#8230; Entretanto, penso que, se queremos ter uma melodia bonita e harmoniosa, devemos ter cuidado com a maneira que expressamos nossos questionamentos.</p>
<p>Quantas vezes nos deparamos com interrogações que parecem nos devorar como: “por que pessoas que amam a Deus e vivem de forma tão “justa”, morrem de forma trágica, degenerativa, sofrida, injusta&#8230;?” “Por que um Deus Soberano permite que milhares de pessoas morram por fenômenos naturais, de forma inesperada, como por questões religiosas, políticas ou até mesmo por balas perdidas?” Por mais que coloquemos para fora os infindáveis pontos de interrogação que formamos na vida, nunca, nada será mais importante do que a convicção de sabermos que Deus não cabe em nossa mente pequena e limitada; afinal, foi Ele quem as fez!!!! Pode uma criatura compreender a mente de Seu Criador?</p>
<p>Discutimos por inúmeras questões devido à nossa forma de pensar, crer, viver&#8230; e algo que tem sido alvo de muitas discórdias e até separações é o polêmico assunto Teologia. De um lado, calvinistas afirmando a idéia de que somos pré-destinados e do outro, arminianistas defendendo o livre arbítrio.  Quem pode nos garantir que Deus não atua dessas duas formas em determinados momentos? Nós homens, temos a eterna necessidade de obter respostas&#8230; mas definitivamente, para nem tudo há respostas&#8230; Que Deus seria esse se conseguíssemos explicá-lO?</p>
<p>Que as nossas dúvidas e questionamentos jamais abalem a nossa fé e amor pelo nosso Senhor. Que o brilho da Sua glória permaneça inabalável em nossos corações de forma que, mesmo se Ele não fizer, mesmo se eu não entender ou mesmo se eu não sentir, continuarei seguindo na busca em conhecer o meu Deus.</p>
<p>&#8220;Minha intenção,  Senhor, não é penetrar em tua profundidade, porque de forma alguma posso compará-la à minha inteligência; porém desejo compreender a tua verdade ainda que imperfeitamente, essa verdade em que meu coração crê e que ele ama. Porque não procuro compreender. Na verdade, creio porque se não cresse não viria a compreender.&#8221;</p>
<p>Anselmo de Canterbury</p>
<p>Ricardo Martins Teodoro.</p>
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